Abrindo as cortinas para o cenário escolar

Sou formada em Pedagogia com habilitação em Educação Infantil, estarei expondo algumas considerações sobre o teatro na educação infantil, gosto muito de discutir esse tema e acredito que há muitas práticas teatrais equivocadas em nossa educação. O teatro é uma arte capaz de transformar a vida de uma criança, mas muitas vezes ela acaba sendo frustrante. Convido todos os profissionais da área de educação para expor aqui também suas experiências com o teatro na educação. Consideramos a Arte como uma disciplina muito importante do currículo escolar. Tendo ela como conhecimento e não apenas como relaxamento. Diante disso me interessei em estudar as contribuições do teatro para a formação da criança na educação infantil, mostrando o desenvolvimento do teatro-infantil e sua função em sala de aula.

domingo, 28 de agosto de 2011

Onde brincam as crianças?

Imagem de Renata Cabral

Ahhh brincar com água...qual é a criança que não gosta de brincar com água? Acredito que brincar com água é uma das atividades mais prazerosas que uma criança possa ter. É claro que tudo tem um limite, mas não podemos abrir mão dessa liberdade. Então ofereça um balde com água (e não deixe a criança perder o momento em que o balde estiver enchendo) e um copo para a diversão começar.


(Renata Cabral)

Se você fosse um chocolate... como seria sua melhor festa de aniversário?


Essa é a minha festa,

Renata Cabral

sábado, 28 de maio de 2011

Qual o sentido do dinheiro em sua Vida?

O dinheiro é o “apoio” que precisamos para obter conhecimento, energia elétrica, a água que consumimos, o lazer, entretenimento, alimentação, roupas e muitas outras necessidades materiais. Mas o que eu quero destacar aqui, é esse dinheiro honesto e suado que faz esse esforço danado para suprir nossas necessidades, ou nossos prazeres, desejos...essa é a boa relação que devemos ter com o dinheiro. Mas há um outro tipo de dinheiro, o que chamamos de dinheiro sujo, é aquele dinheiro, que as pessoas se corrompem por causa dele. O dinheiro das drogas, dos políticos corruptos, das carnificinas e de muitas outras coisas que destroem o nosso mundo. Dinheiro não é ruim não, quem não gosta de dinheiro né?! E para aqueles que dizem que o dinheiro não presta, que é a perdição do mundo, eu respondo dizendo que o dinheiro presta sim, mas para isso devemos ter uma relação com ele de maneira harmoniosa. E para concluir eu pergunto: querem um mundo melhor? Então não deixem esse dinheiro sujo tomar conta do nosso planeta. Assim como a nossa vida, dinheiro bom, é dinheiro saudável!

Imagens e textos: Renata Cabral


sábado, 21 de maio de 2011

E se não existisse periferia?

Se não existesse periferia? Não existiria essas NOVIDADES CULTURAIS que nasce nas periferias, embora seja muito discutida a “inclusão cultural nas periferias”, mas que inclusão? Como se falar de inclusão cultural nas periferias, se a própria periferia já é uma indústria cultural? Sendo que essa indústria cultural é muito consumida pela população do centro, ou seja a periferia acaba sendo o “centro” das atenções e do consumo cultural. Não importa o estilo, se é brega, funk, arrocha, pagode, forró ou hip-hop. Não vamos aqui nem falar em estética, pois na minha opinião cada estilo desse tem seu valor e tem sua individualidade, e para aqueles que dizem que na periferia não tem cultura... pois na periferia é o que mais tem!!!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Abra a sua caixa de brinquedos!!!


Acredito que a vida não se justifica só pela utilidade. Para reativar o nosso brilho, é preciso abrir a nossa caixa de brinquedos. Essa caixa muitas vezes permanece fechada, Pois dizem que  o que está dentro dela só são coisas inúteis, será que a música, uma escultura, um brinquedo que gostamos tanto, uma brincadeira, o sorriso e uma careta de uma criança, um poema, um jardim, o teatro...será que tudo isso são coisas inúteis? Pois é...muitas vezes não brilhamos porque deixamos de fazer aquilo que gostamos, para produzir somente aquilo que a sociedade impõe, usamos somente a caixa de ferramentas que existe, o que a sociedade somente acha útil. Por isso deixamos o nosso sonho e o nosso brilho de lado por conta medo de brilhar e do pré-conceito. O brilho está dentro da gente, assim como as estrelas no céu, portanto: ABRA A SUA CAIXA DE BRINQUEDOS E SOLTE O BRILHO QUE HÁ EM VOCÊ!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que é economia criativa?

                                  Imagem 1

Acredito que todas as pessoas têm um talento e idéias. Dessa forma podemos criar e explorar essas idéias que podem vim incorporadas nas características cultural do indivíduo. As idéias geram criações, e as criações que geram renda. Isso é economia criativa,  me lembrei dessas fotos que tirei em Maranhão, através do estilo de vida da pessoa que fez esses desenhos, suas idéias e a sua forma criativa de expressá-las, eu percebi que tinha um exemplo de economia criativa nos meus arquivos.


                                 Imagem 2


Essa é a arte de criar novas coisas. Mas para que isso isso aconteça é preciso pensar: pensar-criar-lucrar. Economia criativa também é tecnologia. Abra a sua caixa de ferramentas, é mais importante criar novas ferramentas, do que usar as existentes. Diante disso afirmo que pensar é a arte de construir.


Renata Cabral

Ganhe dinheiro pela internet fazendo pesquisas!

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Solte o brilho que há em você!


Eu quero brilhar

NÃO: Não quero conceitos pré- estabelecidos, alguns preconceituosos, outros distorcidos.
Já disse que não quero nada disso. Não me venham com conclusões! A única conclusão é chegar até a porta
De um novo começo.

Não me tragam produções!
Não me falem de receita!

Tirem-me daqui essa cadeira!
Não me apregoem sistemas completos
De séculos (de séculos, Deus meu, de séculos!) —
De séculos, das histórias, da revolução Industrial!

O que podemos fazer com nossos sonhos?

Você tem um brilho? Não guarde!

Sou um sonhador, mas com consistência em nosso mundo real.
Fora disso só tenho sonhos, com todo o direito a tê-los.
O mais importante não é só tê-los, Ouviram?

Não tirem os sonhos de mim, por amor de Deus!

 Queriam-me sem graça, sem perspectiva, sem  esperança? 
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse limitado, fazia-lhes, a todos, à vontade.
Assim, seria um fracassado!
Não imponham o dinheiro,
Sonhar não custa nada!
Por que não podemos brilhar?

Não me façam de covardes!
Não gosto que me façam de covardes. Quero tentar mais uma vez.
Já disse que sou ilimitado!
Ah, quero brilhar no mundo!

Ó sonho— o mesmo da minha infância
Ó brilho invisível, quero encontrá-lo,
O brilho está no ar!
É como uma estrela que não dá para visualizar!
Se nada me dais, meu brilho não me tirais.

Deixem-me brilhar! Não paro, que eu nunca paro...
E aproveito esse espaço de tempo relativamente curto, para fazer a minha parte no mundo.
 (Renata Cabral)

Paródia do poema: LISBON REVISITED (Álvaro de Campos)


Todos nós temos um brilho, mas precisamos enxergá-lo, e soltá-lo sem medo de ser feliz e sem medo de ir em busca dos nossos sonhos.


Renata Cabral

terça-feira, 10 de maio de 2011

Carro preto sequestrando crianças: lenda ou verdade?

De tempos em tempos surge uma história de que alguém (já se falou de um palhaço, de um casal, de carros de luxo) estaria circulando por diversos bairros da cidade sequestrando crianças. Nesse momento, muitas famílias em Salvador temem a presença do "carro preto" (falam de um gol) que estaria levando meninos e meninas em bairros periféricos de Salvador.A história pode até ser real, mas até agora não apareceu nenhum caso onde o fato fosse confirmado.
Os mitos urbanos normalmente se confundem com histórias reais. No caso do carro preto que sequestra crianças, o objetivo seria o comércio de órgãos humanos. Histórias parecidas já apareceram, como o caso do rapaz que aceitou um drink de uma loira e que acabou no quarto de um hotel, dentro de uma banheira cheia de gelo, com um corte profundo de onde teria sido retirado um rim.
Ou mesmo a história da cadeira de cinema onde um portador do vírus da aids deixava agulhas contaminadas.
De certo é que muitas famílias estão assustadas em Salvador, e é ver passar carros pretos, principalmente com vidros escurecidos, mandam os filhos saírem da rua, entrar em casa às carreiras.
Bem, até agora não surgiu ninguém que confirmasse o caso. Sempre alguém conta que alguém contou. Bairros como São Caetano, Mussurunga, Boca do Rio, Marechal Rondon, Sussuarana e outros estão temendo pela presença do "sequestrador". Fosse alguns anos atrás a história envolveria um palhaço que se aproximaria das crianças no intuito de também sequestrá-las.
Bem, agora é esperar para ver se realmente aparece o tal sequestrador, ou que pelo menos alguém dê queixa numa delegacia, contando a história, real, do sequestro. Mas, que é bom os pais tomarem cuidado... Isso nunca é demais!


Fonte / autor: Chico Araújo

Sobre o carro preto tenho minhas dúvidas que isso seja só uma lenda, é tanta coisa acontecendo no nosso país, e sabemos que tráfico de orgãos, rituais ou outros existem sim em nosso país. E todo boato tem um fundo de verdade, né? Acredito que pode ter alguns casos sendo apenas boatos, mas será que nessa história toda não tem nenhum caso verídico? Será que as autoridades não estão mesmo querendo abafar? Ou será que é só lenda urbana? Só não podemos esquecer da quantidade de crianças desaparecidas em nosso país, porque esses desaparecidos todos? Como milhares de crianças em nosso país desaparecem de uma hora para a outra? Só não venham me dizer que é E.T. né minha gente?!!! Como diz o ditado: O povo aumenta, mas não inventa, e se não temos realmente certeza, é melhor tomar cuidado.

Renata Cabral

sábado, 7 de maio de 2011

O que falta neste texto? É incrível!!!


O que falta no texto?

Tente achar. É interessante!

Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.


Descobriu? Não! Veja abaixo...






Desça mais...






Mais...













O texto não tem a letra "A" !!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

LIVROS EM PDF - ISSO NINGUEM DIVULGA‏


Divulgando...
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
·Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ; · escutar músicas em MP3 de alta qualidade; · Ler obras de Machado de AssisOu a Divina Comédia; · ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA · e muito mais....

Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br Só de literatura portuguesa são732obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Diferente: silencio da INCLUSÃO- uma cena recorrente.

Como observadora em espaço de ensino aprendizagem durante o processo de formação docente, me recordo de uma cena, na qual estarei aqui transpondo questões de referência do ponto de vista da inclusão / exclusão. Ao chegar com uma colega em uma escola de Educação Infantil para fazer um estágio de observação, fomos surpreendidas com uma má recepção por parte da professora da turma que íamos observar. A mesma estava muito chateada porque a Direção não avisou da nossa chegada naquele dia, então comunicamos a ela que iríamos embora e que voltaríamos outro dia por causa do transtorno. Mas ela nos desculpou e pediu para ficarmos, dizendo que a culpa não era nossa e sim da Direção que não avisou a ela da nossa chegada à escola. Ainda muito chateada com a situação, mandou a gente entrar na sala e da porta perguntou “se era essa a profissão que queríamos mesmo” respondemos apenas que sim, em seguida apontando para as crianças (que estavam todas sentadas em semicírculo) ela disse: “isso aqui é uma bagaceira”. Na hora congelei e muito constrangida disse para ela que ia embora e retornaria outro dia. Ela pediu que eu não fosse, porque queria que eu ficasse com as crianças, pois ela relatou que estava com a garganta doendo e tinha “umas coisas pra fazer”. Não só eu que estava constrangida, as crianças estavam todas assustadas, sem entender por que a professora estava tão chateada. Mesmo com o pedido da professora eu não quis ficar, estava muito constrangida e sem jeito. Então fui embora e não retornei à escola.

Com base nessa “microcena” podemos comprovar que a exclusão não afeta somente as pessoas com deficiência, afeta também a vida das pessoas que são consideradas normais e uma “bagaceira”. São excluídos aqueles que não conseguem se inserir em uma escola, também aqueles que além de serem inseridos não exercitam seus direitos de cidadania de apropriação e construção de conhecimentos. Dessa forma as pessoas ditas “normais” e as pessoas com deficiência fazem parte desse mesmo sistema de representações e significações políticas.

Apesar das escolas proporem uma educação que acolha a todos, atendendo as singularidades, no que se refere a psicológica, social, histórica e entre outros, não é exatamente assim que acontece. Sendo que quando as crianças distanciam-se do trabalho escolar quando não conseguem se concentrar, aprender ou perturbam a ordem da sala-de-aula, elas são chamadas de “bagaceiras” e as suas singularidades são ignoradas, levando essas crianças a uma extrema condição de exclusão, cuja prática pedagógica desqualifica a diferença do sujeito, ignorando assim uma análise diferenciada.

As crianças foram inferiorizadas por terem comportamentos diferentes, já que precisamos educar de acordo com as diferenças e necessidades individuais, sem que condição nenhuma impeça um processo de ensino / aprendizagem de maneira eficaz.

“Bagaceira” seria as crianças, ou o que acontece entre elas? O que acontece entre elas são as barreiras que precisam ser identificadas, examinadas e removidas das práticas pedagógicas, a fim de efetivar ações para a acessibilidade e permanência com sucesso na escola.

( Renata Cabral)

Não é o defeito em si que define os caminhos do sujeito,

mas as conseqüências sociais dele decorrentes.”

(Vygotsky)

domingo, 17 de abril de 2011

Uma relação entre processo e espetáculo

Ao se falar de espetáculo na escola, não deve se tratar exatamente de uma obra artística acabada, com o único propósito de desenvolver habilidades técnicas para a apresentação de cenas. O espetáculo deve fazer parte do teatro na educação infantil? Pode sim, pois o espetáculo faz parte do teatro, que é uma expressão artística do homem presente em todas as fases da história da civilização. Reverbel(1979, p.94) traz esse espetáculo no âmbito escolar como “Uma Atividade Dramática Culmativa do teatro presente no contexto.” O desenvolvimento dessas atividades deve ser bem orientado, proporcionando elementos de pesquisa e realizando as atividades com responsabilidade. Cabe também ao professor, avaliar em conjunto cada etapa dessa experiência. Assim como o espetáculo, o processo também tem que fazer parte do teatro, ele tem apenas, um objetivo diferente do espetáculo. O processo visa o desenvolvimento da auto-expressão do aluno, estimulando a espontaneidade. Quando se pratica o teatro na educação, sem levar em conta o processo de aprendizagem, através dos jogos dramáticos, não podemos chamar de teatro, pode-se chamar de obra artística, cuja atividade é acabada, imposta, apenas uma atividade técnica. A mesma coisa acontece com o espetáculo, a prática educacional do teatro sem ele, não podemos chamar de teatro, e sim de jogos dramáticos. Ao se pensar em teatro na escola deve-se desconstruir a idéia de espetáculo e plateia como uma atividade isolada, ou seja, não podemos ignorar ou desconsiderar as reflexões do processo de desenvolvimento das crianças e o processo de criação do espetáculo. Ao se tratar de teatro na educação infantil podemos destacar as “pecinhas” e dramatizações coordenadas pelas professoras como as primeiras atuações das crianças com o teatro. O teatro inicia-se na Educação Infantil, é freqüente no Ensino Fundamental e dura até o Ensino Médio, sendo que por diversas vezes essa prática teatral está relacionada a conteúdos didático-curriculares, ou muitas vezes também algumas escolas oferecem a disciplina de Teatro no seu currículo. Podemos perceber estereótipos da prática teatral na educação infantil e nas séries iniciais, cujas crianças são vestidas de plantas ou animais e que geralmente essas pecinhas são apresentadas em datas comemorativas ou patriótica. Às vezes a ausência da ludicidade ou do prazer nas atividades teatrais não partem somente dos professores despreparados, mas parte também dos profissionais do teatro, que sem nenhuma formação pedagógica, assume orientação de classes tentando fazer espetáculos, e tomando pra si seu freqüente insucesso à falta de capacidade, ou a falta de habilidade dos alunos, esquecendo que o mais importante é a necessidade de orientação que permita estimulá-los a expressar-se com prazer. O teatro tem a finalidade de expressar-se e de criar situações em que seu objetivo não tenha segundas intenções. Percebe-se em salas de Educação Infantil, o uso de espetáculo teatral como o único objetivo de atividade para satisfazer as vontades dos professores, tendo esse espetáculo como um troféu, para mostrar aos pais a realização de seu trabalho em sala de aula. Sendo que o jogo dramático encontra-se totalmente ausente das atividades de teatro. Como jogos sensório-motor as atividades de teatro na educação infantil não tem pretensão de público, pois o que está em jogo não são apenas os elementos próprios da arte dramática. A expressão corporal e o domínio da linguagem não podem ser tratados como uma imposição com fins estéticos, mas devem estar de acordo com as modalidades pedagógicas mais favoráveis à criança. Não se trata mais de reuni-los e manejá-los com finalidade apenas de espetáculo. Esta finalidade sendo por sua vez, um meio para se alcançar outro objetivo, que é a comunicação de alguma coisa para suscitar um conjunto de reações de ordem efetiva, intelectual ou física.

Muitos professores ainda não acreditam e não dão valor e importância ao processo do jogo teatral na educação do aluno. Mas apesar disso há muitos educadores que acreditam na força e na importância que o teatro tem para a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno. Utilizar o teatro na educação infantil é oportunizar aos alunos o lúdico, possibilitando assim, um clima de liberdade e aprendizagem, no qual os educandos expressam seus sentimentos, emoções e sensações, mostrando como sentem, pensam e vê o mundo. O teatro tem a função principal de prazer, alegria, algo agradável. Dessa forma Reverbel (1979, p.3) traz, “que o teatro tem a função de divertir instruindo é uma verdade que ninguém pode contestar, pois seria negar-lhe a própria história.”

Além de o teatro estimular o indivíduo no seu desenvolvimento mental e psicológico, o teatro é arte, pois o teatro por si só como forma de conhecimento, não precisa ter função moralizante ou pedagógica.

Renata Cabral

Referência:

REVERBEL,Olga. Teatro na sala de aula.2ª Ed. Rio de Janeiro, J. Olympio.1979.

ABRE-TE SÉSAMO: BRINCANDO DE TEATRO

Ao se trabalhar com o teatro na educação infantil na sala de aula, não é suficiente fazer os alunos assistirem as peças, mas representá-las, possibilitando inúmeras vantagens: improvisação, expressão corporal, expressão oral entre outros. Durante as atividades de teatro, nas elaborações de cenas dramáticas destacam-se o exercício de faz de conta, fingir, imaginar ser outro, criar situações imaginárias, etc. O faz de conta está sempre presente na vida das crianças, elas gostam muito dessas brincadeiras como representação de cenas imaginárias ou de vida real, chegando a vivenciá-las sozinhas ou com outras crianças. As práticas dramáticas tem atuações participativas com imenso prazer, unindo-as em jogos e improvisações.

Experiência com teatro na educação


Mas por que o teatro? Porque é por meio do jogo dramático e jogo teatral que os alunos poderão vivenciar, comentar, trocar idéias para construir a crítica, conhecer a si próprio e se colocar no lugar do outro. O interesse por esse tema surgiu com a realidade observada na classe de educação infantil, em que a prática teatral, tinha somente atividade de ensaio para a representação de espetáculos, sem a mínima presença de ludicidade e prazer por meio dos jogos dramáticos e jogos teatrais com os alunos na realização desta atividade. Com isso surge uma inquietação e angústia sobre essa forma de fazer teatro na escola. Com o conhecimento prévio, resolvi então, a partir do jogo dramático propor para a turma uma atividade em que as crianças se expressassem de forma espontânea e de acordo com a criatividade de cada um. Deste modo obtive um resultado satisfatório com essas atividades teatrais que valorizam a forma de expressão de cada criança.

Renata Cabral