Eu quero brilhar
NÃO: Não quero conceitos pré- estabelecidos, alguns preconceituosos, outros distorcidos.
Já disse que não quero nada disso. Não me venham com conclusões! A única conclusão é chegar até a porta
Já disse que não quero nada disso. Não me venham com conclusões! A única conclusão é chegar até a porta
De um novo começo.
Não me tragam produções!
Não me falem de receita!
Tirem-me daqui essa cadeira!
Não me apregoem sistemas completos
De séculos (de séculos, Deus meu, de séculos!) —
De séculos, das histórias, da revolução Industrial!
Não me apregoem sistemas completos
De séculos (de séculos, Deus meu, de séculos!) —
De séculos, das histórias, da revolução Industrial!
O que podemos fazer com nossos sonhos?
Você tem um brilho? Não guarde!
Sou um sonhador, mas com consistência em nosso mundo real.
Fora disso só tenho sonhos, com todo o direito a tê-los.
O mais importante não é só tê-los, Ouviram?
Fora disso só tenho sonhos, com todo o direito a tê-los.
O mais importante não é só tê-los, Ouviram?
Não tirem os sonhos de mim, por amor de Deus!
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse limitado, fazia-lhes, a todos, à vontade.
Assim, seria um fracassado!
Não imponham o dinheiro,
Sonhar não custa nada!
Por que não podemos brilhar?
Se eu fosse limitado, fazia-lhes, a todos, à vontade.
Assim, seria um fracassado!
Não imponham o dinheiro,
Sonhar não custa nada!
Por que não podemos brilhar?
Não me façam de covardes!
Não gosto que me façam de covardes. Quero tentar mais uma vez.
Já disse que sou ilimitado!
Ah, quero brilhar no mundo!
Não gosto que me façam de covardes. Quero tentar mais uma vez.
Já disse que sou ilimitado!
Ah, quero brilhar no mundo!
Ó sonho— o mesmo da minha infância
Ó brilho invisível, quero encontrá-lo,
O brilho está no ar!
É como uma estrela que não dá para visualizar!
Se nada me dais, meu brilho não me tirais.
Ó brilho invisível, quero encontrá-lo,
O brilho está no ar!
É como uma estrela que não dá para visualizar!
Se nada me dais, meu brilho não me tirais.
Deixem-me brilhar! Não paro, que eu nunca paro...
E aproveito esse espaço de tempo relativamente curto, para fazer a minha parte no mundo.
E aproveito esse espaço de tempo relativamente curto, para fazer a minha parte no mundo.
Paródia do poema: LISBON REVISITED (Álvaro de Campos)
Todos nós temos um brilho, mas precisamos enxergá-lo, e soltá-lo sem medo de ser feliz e sem medo de ir em busca dos nossos sonhos.
Renata Cabral

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